Quantos anos de experiência colocar no currículo? O que manter, resumir ou tirar

Pela equipe CV Analyz, com apoio de IARevisado por Ahmad SakkaAtualizado em 4 min de leitura

O comum é detalhar 10 a 15 anos, mas isso é costume, não lei. Como decidir sobre cada emprego antigo, cortar pelo começo da carreira e quando informar tudo.

O comum é detalhar os últimos 10 a 15 anos e resumir ou tirar o restante. Isso é costume, não lei nem regra comprovada. O que decide é a relação com a vaga: um emprego de 18 anos atrás fica se provar o que pedem, e um recente sem relação pode encolher. Se for cortar, corte pelo começo da carreira, nunca pelo meio. E, se um formulário pedir todo o histórico, informe tudo.

Carteira de trabalho não é currículo

Muita gente no Brasil acha que o currículo precisa repetir a carteira, emprego por emprego. Não precisa. A carteira de trabalho digital guarda os vínculos formais, e o currículo é um documento para uma vaga. Mas as duas coisas não podem se contradizer: as datas que aparecerem devem bater com o registro. Se a empresa pedir o histórico, você mostra tudo. Por isso, resumir é normal, mas mudar data não é.

Quatro perguntas para cada emprego antigo

  1. Ele prova algo que a vaga pede e que os empregos recentes não mostram? Mantenha.
  2. Traz algo novo ou repete o emprego seguinte? Se repete, encurte.
  3. Tirá-lo deixaria um buraco no meio da trajetória? Deixe ao menos uma linha.
  4. Você consegue falar dele com tranquilidade na entrevista? Se não, uma linha basta.

A terceira pergunta quase nunca aparece nos guias. Um currículo que começa em 2011 é normal. Dois anos faltando entre 2017 e 2019 geram uma pergunta desnecessária.

De onde vem o número 10 a 15

Sites de currículo e de vagas repetem esse número. Nenhuma das páginas que lemos apresenta pesquisa que o sustente. Um deles traz boas exceções: experiência que combina com a vaga, volta a um setor, explicação de uma lacuna, ou uma conquista marcante. Outro afirma que empregos com mais de 15 anos deveriam sair. A diferença entre eles mostra que é opinião. Nas áreas de tecnologia, ferramentas envelhecem rápido; em saúde e engenharia, a experiência acumulada costuma pesar mais.

Antes e depois

Exemplo fictício de um gerente de compras com 22 anos de experiência, candidato a uma vaga em farmacêutica:

Antes: sete empregos com o mesmo detalhe, em quatro páginas, inclusive vendedor em 2003 e almoxarife em 2005.
Depois: três cargos detalhados desde 2012; compras farmacêuticas de 2008 a 2011 em duas linhas, porque a vaga pede esse setor; e uma linha final: Experiência anterior em vendas e almoxarifado, 2003 a 2008.

Ficam duas páginas, sem lacunas e sem esconder nada. Sobre o número de páginas, leia o tamanho ideal do currículo.

A linha de experiência anterior

Experiência anterior (2003 a 2008): vendedor e almoxarife em distribuidoras farmacêuticas de Campinas.

Alguns guias tiram as datas dessa linha. Preferimos manter um período geral, porque uma linha sem data pode parecer que esconde algo. Se teve vários trabalhos temporários parecidos, agrupe assim, desde que seja verdade.

Quando a regra não vale

  • Formulário que pede todos os empregos: responda ao que foi perguntado.
  • Concurso público e área acadêmica: o edital ou o currículo Lattes têm regras próprias e podem pedir o histórico completo.
  • Registro profissional, validação de diploma ou imigração: podem exigir toda a experiência com provas. Consulte o órgão.
  • Menos de 10 anos de carreira: não há motivo para cortar por idade, embora bicos de estudante possam sair.
  • Volta a uma área antiga: esse cargo pode ser sua principal prova. Considere o formato misto, descrito em tipos de currículo.

Cortar esconde a idade?

Muitos sites prometem isso sem provas. Quem lê 15 anos de gestão consegue estimar a idade mesmo assim. No Brasil, data de nascimento não costuma ser exigida no currículo, e você pode deixá-la de fora. Corte porque a candidatura melhora, não como disfarce. O guia currículo depois dos 50 trata disso com mais detalhes.

Formação e ferramentas antigas

O diploma fica, seja qual for a data. O ensino médio costuma sair quando há curso superior, salvo em vagas técnicas ou cursos técnicos relevantes. O ano de conclusão pode sair depois de uma longa carreira, mas informe se o formulário pedir. Tire programas que ninguém usa e certificados vencidos.

Portugal

Em Portugal, o modelo Europass tende a ficar longo, e por isso vale ainda mais a pena resumir. A lógica é a mesma, com as datas exatas e sem lacunas estranhas no meio do percurso. Confirme o formato pedido em cada anúncio.

Guarde um arquivo completo

Mantenha um documento pessoal com cada emprego, suas datas, números e gestores, e monte cada currículo a partir dele. Daqui a alguns anos você não vai lembrar uma data, e um processo pode pedi-la. Guarde também cartas de referência e documentos antigos em formato digital.

O que o CV Analyz faz

Ao reescrever, o sistema mantém as informações que você fornece e dá menos marcadores aos cargos antigos ou secundários. Não muda datas e não decide por você tirar um emprego. Se quiser deixar um cargo antigo de fora, retire-o do seu texto antes de começar.

Melhore seu currículo com o CV Analyz: tarefas viram resultados claros para a vaga e o país desejados, usando só os dados que você informa.

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Perguntas frequentes

Quantos anos para trás o currículo deve ir?

Em geral, de 10 a 15 anos em detalhes. É costume, e um emprego antigo fica se tiver relação direta com a vaga.

Devo colocar todos os empregos que já tive?

No currículo, normalmente não, a menos que peçam. Corte pelo começo da carreira e evite lacunas no meio.

Tiro o ano de formatura do currículo?

Muita gente tira depois de uma longa carreira, mas informe se o formulário pedir.

O currículo precisa ser igual à carteira de trabalho?

Não precisa ter tudo, mas as datas que aparecem devem bater com o registro.

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