Diferença entre LinkedIn e currículo: o que muda, o que precisa bater e o caso da Gupy
LinkedIn e currículo têm funções diferentes, mas os fatos precisam bater, inclusive na Gupy e na carteira. Título, Sobre, busca discreta de emprego e erros.
O currículo defende você para uma vaga, e o LinkedIn apresenta sua trajetória para quem procurar. O texto pode e deve ser diferente, mas os fatos não: empresas, cargos, datas e formação precisam bater, porque o recrutador costuma abrir os dois. No Brasil, há ainda um terceiro lugar que muita gente esquece: o formulário das plataformas de seleção. Os exemplos abaixo são fictícios.
Os lugares em que sua história aparece
- Currículo em PDF, adaptado a cada vaga.
- Perfil do LinkedIn, público e mais amplo.
- Plataformas como Gupy, Vagas ou Catho. A própria Gupy explica, em material para candidatos, que transforma o arquivo em campos com um leitor que não é 100% preciso, e recomenda conferir campo a campo.
- Carteira de Trabalho, onde pode constar um cargo diferente do nome usado no dia a dia.
Se o RH checar os dados na contratação, a data e o cargo registrados têm peso. Por isso, comece por eles e não invente um título só porque soa melhor.
Cargo da carteira, cargo do dia a dia
É comum alguém registrado como "Assistente Administrativo" fazer, na prática, análise de dados. Nesse caso, mantenha o cargo real e explique o que fazia: "Assistente Administrativo (análise de dados de vendas)". Use a mesma forma no currículo e no LinkedIn. Você mostra a experiência sem dar motivo para desconfiança.
Para que serve cada um
- Leitor: o currículo vai para uma empresa. O perfil é lido por colegas, clientes e seu chefe.
- Adaptação: o currículo muda a cada vaga. O perfil fica amplo o bastante para não precisar disso.
- Provas: o perfil aceita links, projetos, artigos e recomendações. O currículo escolhe.
- Tom: o currículo é objetivo. O Sobre pode soar como você falando.
- Busca: só o perfil aparece para quem procura uma habilidade sem conhecer você.
A conferência em seis passos
- Abra o currículo e o perfil lado a lado.
- Compare empresas, depois cargos, depois mês e ano de cada emprego.
- Compare formação e instituição, e atualize o que já terminou.
- Compare certificações e suas datas.
- Escreva seu nome do mesmo jeito em tudo.
- Coloque no topo do currículo o link curto do perfil e teste se abre.
As conquistas podem variar de um para o outro sem problema. O que gera dúvida é um emprego que termina em 2023 aqui e em 2024 ali. Se um trabalho curto ficou fora de um currículo adaptado, tudo bem, desde que você saiba explicar quando perguntarem.
Título e Sobre: antes e depois
Antes: Em busca de novas oportunidades e desafios.
Depois: Analista de Dados | Varejo | SQL, Power BI, previsão de vendas
A segunda versão traz função, setor e palavras que alguém pode buscar, sem nenhuma promessa difícil de sustentar. O Sobre pode partir do seu resumo profissional e ganhar um pouco mais de espaço:
Há cinco anos analiso vendas em redes de varejo. Preparo os relatórios usados pelos times de compras e, mais recentemente, modelos simples de previsão de demanda. Tenho interesse em vagas em que a análise vira decisão de sortimento. Pode me chamar por aqui.
Se quiser atuar fora do Brasil, crie uma versão do perfil em inglês. E, para vagas em Portugal, ajuste termos como "currículo", "estágio" e nomes de cursos; o CV e resume ajuda a entender as diferenças de formato.
O que fica público
- Imagine seu chefe lendo cada linha.
- Veja o contrato antes de citar clientes, faturamento ou números internos. Uma ordem de grandeza costuma bastar.
- Deixe CPF, endereço e data de nascimento de fora do perfil.
- A Serasa mostra como anexar o PDF ao perfil, mas pense bem: qualquer visitante pode baixar o arquivo. Enviar sob pedido costuma ser mais prudente.
Procurar emprego sem chamar atenção
A ajuda do LinkedIn descreve níveis diferentes para "Open to Work". Para todos os membros, surge o selo verde na foto, e seus colegas também veem. Só para recrutadores, a informação fica com quem usa o LinkedIn Recruiter, e a plataforma tenta escondê-la dos recrutadores da sua empresa. Ela mesma avisa que não pode garantir privacidade completa. Se a descoberta for um problema sério, não confie só nisso. Manter o perfil atualizado o ano inteiro faz com que uma mudança passe despercebida.
Erros comuns
- Colar o currículo inteiro no perfil.
- Mudar um cargo para combinar com a vaga, enquanto o resto diz outra coisa.
- Deixar emprego antigo marcado como atual.
- Achar que o LinkedIn dispensa currículo. A maioria das empresas ainda pede um arquivo.
Atualize primeiro o currículo, que obriga você a escolher, e depois leve os fatos para o perfil e as plataformas. Uma hora de revisão evita que um documento desminta o outro.
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Analise seu currículo grátisPerguntas frequentes
O LinkedIn precisa ser igual ao currículo?
Os fatos sim: empresas, cargos, datas e formação. O texto pode ser mais amplo e pessoal.
O LinkedIn substitui o currículo?
Raramente. A maioria das empresas ainda pede currículo, e o LinkedIn complementa.
E se meu cargo na carteira for diferente do que eu fazia?
Mantenha o cargo registrado e explique a função entre parênteses, da mesma forma no currículo e no perfil.
Meu chefe vai ver que estou procurando emprego?
Pode ver, se você escolher mostrar a todos os membros. A opção só para recrutadores reduz o risco, sem garantia total.