Currículo de médico: CRM, RQE, residência, experiência e exemplo
Como escrever um currículo de médico: CRM, RQE, residência, plantões, procedimentos, pesquisa e ensino, com exemplos de antes e depois e um modelo completo.
Um bom currículo de médico mostra rapidamente se você pode atuar e qual é a sua formação. Coloque no topo o CRM com o estado, a especialidade com o RQE, se tiver, e sua situação atual. Depois vêm a residência, a experiência em ordem inversa, os procedimentos, as certificações, a pesquisa, o ensino e a gestão. Tudo deve ser comprovável. Este guia serve para recém-formados, residentes, plantonistas, especialistas e médicos formados em outros países, com exemplos de antes e depois e um modelo completo. Em concursos e seleções públicas, siga o edital, pois o formato e a pontuação podem ser diferentes.
CRM e RQE em primeiro lugar
No Brasil, só deve se apresentar como especialista quem tem o título registrado no CRM, com RQE. Quem tem somente pós-graduação pode informar a formação, mas não deve se apresentar como especialista. As regras podem mudar, então confira no CFM e no CRM do seu estado. Quem se formou no exterior deve informar o Revalida ou o estado do processo; em Portugal, cite a inscrição na Ordem dos Médicos.
Antes: Médico cardiologista com muita experiência.
Depois: Médico | CRM-SP 000000 | Cardiologia, RQE 00000. Residência no Hospital das Clínicas, 2021. ACLS válido até 2027.
- Registro: CRM, com número e estado, e situação ativa.
- Especialidade: RQE, residência credenciada ou título de sociedade.
- Residentes: ano, programa e hospital.
- Pós-graduação: instituição e carga horária, sem usar o título de especialista.
- Certificações: ACLS, ATLS, PALS, com validade.
Descreva cargos e atuação clínica
Informe o hospital ou a clínica, o setor, o vínculo e as datas. Em seguida, explique a atuação: plantões, ambulatório, leitos e procedimentos que realiza sozinho. Os números devem vir dos seus registros. Os números abaixo são apenas exemplos. Não inclua nada que possa identificar um paciente.
Antes: Trabalhei em pronto-socorro e atendi muitos pacientes.
Depois: Plantonista em pronto-socorro de alta complexidade, cerca de 30 atendimentos por plantão de 12 horas; intubação, acesso central e atendimento de sala vermelha.
Antes: Fiz cirurgias.
Depois: Cirurgia Geral: 180 colecistectomias videolaparoscópicas registradas, 120 como cirurgião principal sob supervisão.
Antes: Médico de família em UBS.
Depois: Médico de família em equipe de Saúde da Família responsável por cerca de 3.000 pessoas, com acompanhamento de doenças crônicas e preceptoria de internos.
Seja honesto sobre o seu nível: observação, auxiliar, sob supervisão ou autônomo. Entrevistas e referências podem confirmar isso.
Pesquisa, ensino e qualidade
Em hospitais de ensino e seleções com pontuação, esses itens pesam. Inclua mestrado, doutorado, artigos, Currículo Lattes e projetos, sempre com o resultado, e não apenas a participação.
Antes: Participei de um projeto sobre sepse.
Depois: Liderei protocolo de sepse no pronto-socorro; a administração de antibiótico na primeira hora subiu de 58% para 81% na reavaliação.
- Pós-graduação stricto sensu: mestrado ou doutorado, instituição e ano.
- Artigos: referência completa e posição de autoria.
- Congressos: nome, formato e ano.
- Ensino: preceptoria, aulas e orientação.
- Gestão: coordenação, comissões, qualidade e acreditação.
De acordo com a vaga
- Recém-formados: internato, rodízios, ligas acadêmicas, cursos e plantões iniciais.
- Plantão: setores, escala, tipos de atendimento e certificações.
- Consultório: especialidade, convênios, sistema de prontuário e perfil de atendimento.
- Hospital: área de atuação, protocolos, ensino, comissões e resultados.
- Indústria: pesquisa clínica, boas práticas clínicas, estatística e idiomas.
Use as palavras da vaga quando forem verdadeiras. Veja as palavras-chave por setor. Para trabalhar fora do país, adapte o formato; veja o guia para a Alemanha. O guia de enfermagem é útil para outras profissões de saúde.
Um exemplo curto e completo
A pessoa, os números de registro e os resultados são fictícios.
Dra. Ana Ribeiro | Cardiologia | CRM-SP 000000 | RQE 00000 | São Paulo | Telefone | E-mail
Resumo: Cardiologista com 6 anos de experiência em ambulatório e unidade coronariana, com foco em insuficiência cardíaca e ecocardiografia.
Experiência: Médica assistente, Hospital Paulista, 2021 – atual. Unidade coronariana, ambulatório e ecocardiografia. Residente, Hospital das Clínicas, 2017 – 2021.
Projeto: alta de insuficiência cardíaca, retorno em 2 semanas de 41% para 72%. Artigo: coautora, Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 2024.
Formação: Medicina, USP, 2016. Residência em Clínica Médica e Cardiologia. ACLS, 2025. Inglês avançado.
Erros comuns
- Omitir o CRM ou se apresentar como especialista sem RQE.
- Exagerar a autonomia nos procedimentos.
- Incluir dados identificáveis de pacientes.
- Usar datas que não coincidem com os certificados.
- Listar cursos antigos e sem relação com a vaga.
- Ignorar o edital em seleções públicas.
Conclusão
Antes de enviar, confira se o CRM, o RQE, a formação e os seus pontos fortes são encontrados rapidamente, e se tudo pode ser comprovado. O nosso guia do currículo profissional ajuda com o formato.
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Melhore o seu CV agoraPerguntas frequentes
O que colocar primeiro?
CRM, especialidade com RQE, se tiver, e situação atual.
Quantas páginas usar?
Normalmente duas; em seleções acadêmicas, siga o edital.
Posso me dizer especialista com pós-graduação?
Não. Informe a formação, mas somente quem tem RQE se apresenta como especialista.
Como citar procedimentos?
Com números registrados e o seu nível de autonomia.