Currículo de médico: CRM, RQE, residência, experiência e exemplo

Pela equipe CV Analyz, com apoio de IARevisado por Ahmad SakkaAtualizado em 4 min de leitura

Como escrever um currículo de médico: CRM, RQE, residência, plantões, procedimentos, pesquisa e ensino, com exemplos de antes e depois e um modelo completo.

Um bom currículo de médico mostra rapidamente se você pode atuar e qual é a sua formação. Coloque no topo o CRM com o estado, a especialidade com o RQE, se tiver, e sua situação atual. Depois vêm a residência, a experiência em ordem inversa, os procedimentos, as certificações, a pesquisa, o ensino e a gestão. Tudo deve ser comprovável. Este guia serve para recém-formados, residentes, plantonistas, especialistas e médicos formados em outros países, com exemplos de antes e depois e um modelo completo. Em concursos e seleções públicas, siga o edital, pois o formato e a pontuação podem ser diferentes.

CRM e RQE em primeiro lugar

No Brasil, só deve se apresentar como especialista quem tem o título registrado no CRM, com RQE. Quem tem somente pós-graduação pode informar a formação, mas não deve se apresentar como especialista. As regras podem mudar, então confira no CFM e no CRM do seu estado. Quem se formou no exterior deve informar o Revalida ou o estado do processo; em Portugal, cite a inscrição na Ordem dos Médicos.

Antes: Médico cardiologista com muita experiência.
Depois: Médico | CRM-SP 000000 | Cardiologia, RQE 00000. Residência no Hospital das Clínicas, 2021. ACLS válido até 2027.
  • Registro: CRM, com número e estado, e situação ativa.
  • Especialidade: RQE, residência credenciada ou título de sociedade.
  • Residentes: ano, programa e hospital.
  • Pós-graduação: instituição e carga horária, sem usar o título de especialista.
  • Certificações: ACLS, ATLS, PALS, com validade.

Descreva cargos e atuação clínica

Informe o hospital ou a clínica, o setor, o vínculo e as datas. Em seguida, explique a atuação: plantões, ambulatório, leitos e procedimentos que realiza sozinho. Os números devem vir dos seus registros. Os números abaixo são apenas exemplos. Não inclua nada que possa identificar um paciente.

Antes: Trabalhei em pronto-socorro e atendi muitos pacientes.
Depois: Plantonista em pronto-socorro de alta complexidade, cerca de 30 atendimentos por plantão de 12 horas; intubação, acesso central e atendimento de sala vermelha.
Antes: Fiz cirurgias.
Depois: Cirurgia Geral: 180 colecistectomias videolaparoscópicas registradas, 120 como cirurgião principal sob supervisão.
Antes: Médico de família em UBS.
Depois: Médico de família em equipe de Saúde da Família responsável por cerca de 3.000 pessoas, com acompanhamento de doenças crônicas e preceptoria de internos.

Seja honesto sobre o seu nível: observação, auxiliar, sob supervisão ou autônomo. Entrevistas e referências podem confirmar isso.

Pesquisa, ensino e qualidade

Em hospitais de ensino e seleções com pontuação, esses itens pesam. Inclua mestrado, doutorado, artigos, Currículo Lattes e projetos, sempre com o resultado, e não apenas a participação.

Antes: Participei de um projeto sobre sepse.
Depois: Liderei protocolo de sepse no pronto-socorro; a administração de antibiótico na primeira hora subiu de 58% para 81% na reavaliação.
  • Pós-graduação stricto sensu: mestrado ou doutorado, instituição e ano.
  • Artigos: referência completa e posição de autoria.
  • Congressos: nome, formato e ano.
  • Ensino: preceptoria, aulas e orientação.
  • Gestão: coordenação, comissões, qualidade e acreditação.

De acordo com a vaga

  • Recém-formados: internato, rodízios, ligas acadêmicas, cursos e plantões iniciais.
  • Plantão: setores, escala, tipos de atendimento e certificações.
  • Consultório: especialidade, convênios, sistema de prontuário e perfil de atendimento.
  • Hospital: área de atuação, protocolos, ensino, comissões e resultados.
  • Indústria: pesquisa clínica, boas práticas clínicas, estatística e idiomas.

Use as palavras da vaga quando forem verdadeiras. Veja as palavras-chave por setor. Para trabalhar fora do país, adapte o formato; veja o guia para a Alemanha. O guia de enfermagem é útil para outras profissões de saúde.

Um exemplo curto e completo

A pessoa, os números de registro e os resultados são fictícios.

Dra. Ana Ribeiro | Cardiologia | CRM-SP 000000 | RQE 00000 | São Paulo | Telefone | E-mail
Resumo: Cardiologista com 6 anos de experiência em ambulatório e unidade coronariana, com foco em insuficiência cardíaca e ecocardiografia.
Experiência: Médica assistente, Hospital Paulista, 2021 – atual. Unidade coronariana, ambulatório e ecocardiografia. Residente, Hospital das Clínicas, 2017 – 2021.
Projeto: alta de insuficiência cardíaca, retorno em 2 semanas de 41% para 72%. Artigo: coautora, Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 2024.
Formação: Medicina, USP, 2016. Residência em Clínica Médica e Cardiologia. ACLS, 2025. Inglês avançado.

Erros comuns

  • Omitir o CRM ou se apresentar como especialista sem RQE.
  • Exagerar a autonomia nos procedimentos.
  • Incluir dados identificáveis de pacientes.
  • Usar datas que não coincidem com os certificados.
  • Listar cursos antigos e sem relação com a vaga.
  • Ignorar o edital em seleções públicas.

Conclusão

Antes de enviar, confira se o CRM, o RQE, a formação e os seus pontos fortes são encontrados rapidamente, e se tudo pode ser comprovado. O nosso guia do currículo profissional ajuda com o formato.

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Perguntas frequentes

O que colocar primeiro?

CRM, especialidade com RQE, se tiver, e situação atual.

Quantas páginas usar?

Normalmente duas; em seleções acadêmicas, siga o edital.

Posso me dizer especialista com pós-graduação?

Não. Informe a formação, mas somente quem tem RQE se apresenta como especialista.

Como citar procedimentos?

Com números registrados e o seu nível de autonomia.

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