PDF ou Word? O melhor formato de ficheiro para o seu CV no ATS

27 de outubro de 20263 min de leitura

Em que formato enviar o currículo, porque um PDF de texto é a escolha segura por omissão, quando o Word é melhor e que erros de ficheiro — digitalizações, imagens, tipos de letra, peso — tornam um CV ilegível.

Parece um pormenor e é uma das causas mais frequentes de uma candidatura nunca chegar bem. O formato raramente é o problema; a forma como o ficheiro foi produzido, sim. Um PDF exportado de um processador de texto e um PDF feito a fotografar uma impressão são o mesmo formato e documentos completamente diferentes para qualquer sistema que os tenha de ler.

A resposta curta

  • Por omissão: um PDF de texto. Mantém o layout igual em todo o lado e é lido pelos analisadores modernos.
  • Se o anúncio pedir .doc ou .docx: envie isso. Uma instrução explícita ganha sempre.
  • Se estiver a colar num formulário online: cole texto simples e verifique o resultado.
  • Nunca: um PDF digitalizado, uma foto, uma captura de ecrã, um .pages ou um ficheiro de design exportado como imagem.

Como saber se o seu PDF é legível

Abra-o, selecione todo o texto, copie e cole num editor simples. Se nada for colado, o seu currículo é uma imagem e nenhum sistema lê uma palavra. Se o texto aparecer desordenado, o problema é o layout, não o formato.

Se não consegue copiar o texto do seu currículo, a empresa também não.

Problemas que nada têm a ver com PDF contra Word

  • Texto dentro de imagens: um cabeçalho desenhado como gráfico retira o seu nome e cargo do texto legível.
  • Contactos no cabeçalho ou rodapé: perdem-se com frequência na extração.
  • Tipos de letra exóticos ou de ícones: os caracteres saem como quadrados e as ligaduras partem-se.
  • Ficheiros pesados: um currículo de 15 MB pode ser recusado pelos limites de carregamento.
  • Proteção por palavra-passe: um PDF protegido pode impedir totalmente a extração de texto.
  • Um nome de ficheiro como cv_final_v7(2).pdf — sem efeito técnico, mas é a primeira coisa que uma pessoa vê.

Regras práticas para o ficheiro

  1. Exporte para PDF a partir do processador de texto ou do gerador de CV — não imprima para digitalizar.
  2. Fique abaixo de cerca de 2 MB; comprima as imagens, não o texto.
  3. Use um tipo de letra comum: Calibri, Arial, Helvetica, Georgia, Lato, Open Sans.
  4. Dê ao ficheiro o seu nome e o cargo: Ana-Ferreira-Analista-de-Dados-CV.pdf.
  5. Confirme o texto copiado após cada exportação, sobretudo ao mudar de modelo.

E a fotografia no currículo?

A fotografia é comum em Portugal, no Brasil, na Alemanha, em França e na maior parte do Golfo, e é desaconselhada no Reino Unido, nos Estados Unidos e no Canadá. Em qualquer caso a fotografia é um extra, nunca um recipiente de texto: nome, cargo e contactos continuam a ser texto real ao lado.

Não tem a certeza de que o ficheiro chega legível? Carregue-o no CV Analyz: vê o que é extraído, que secções são detetadas e onde a estrutura se parte — o ficheiro original nunca é guardado.

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Perguntas frequentes

PDF ou Word para o currículo?

Um PDF de texto é a escolha mais segura porque o layout não se desloca. Envie Word apenas se o anúncio ou o portal o pedirem expressamente.

Um ATS consegue ler um PDF?

Sim, os sistemas modernos leem bem PDF de texto. O que não conseguem ler é um PDF digitalizado ou baseado em imagens, sem camada de texto.

Que tamanho deve ter o ficheiro?

Menos de cerca de 2 MB. Ficheiros grandes vêm de imagens não comprimidas e podem ultrapassar os limites dos portais de candidatura.

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